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RELAÇÕES AFETIVAS
Pergunta – Minha irmã conheceu meu companheiro primeiro do que eu. Falavam sempre a meu respeito. Nós nos conhecemos e estamos juntos até hoje; só que ela não se conforma com isso e vive a me agredir. Existe alguma explicação para isto, sob o ponto de vista espírita?
Resposta – Os relacionamentos entre as pessoas são marcados pela existência ou não da afinidade entre elas, o que pode ser uma decorrência das vidas pretéritas.
Entretanto, é imprescindível que vejamos o nosso próprio posicionamento na situação.
Os outros agem quanto a nós, muitas vezes, devido à forma que agimos para com eles.
Desse modo, para modificarmos o comportamento dos outros, é preciso que nos modifiquemos interiormente. A paciência, o perdão, a palavra amiga, o auxílio sincero, a humildade e o amor são modificadores excelentes do relacionamento humano.
Devemos lembrar, ainda, que nosso destino é construído e transformado a cada minuto, de acordo com o que pensamos e agimos.
Pergunta – Gostaria de saber por que me sinto ao mesmo tempo feliz e infeliz ao lado de uma mesma pessoa? Gostaria de livrar-me desse tormento.
Resposta – Existe uma série de fatores que influenciam positiva ou negativamente no relacionamento humano. Assim como são vários os que nos fazem sentir atração por outras pessoas, e muitas vezes não se encontra reciprocidade da outra parte.
É certo que somente com muito amor é que conseguimos vencer as barreiras que se nos apresentam, na maioria dos relacionamentos. Equilíbrio, força de vontade e, principalmente, muita oração são os remédios, pois a prece nos fortalece os propósitos e nos dá forças para vencer os obstáculos.
Pergunta – Não concordo com a resposta que, se casamos errado, devemos permanecer nesta relação; sou a favor do divórcio no caso de o sentimento acabar.
O que me diz?
Resposta – No Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos o seguinte: “O divórcio separa legalmente o que já, de fato, está separado. Não havendo afeição mútua, a única determinante do casamento, a separação torna-se a necessária.”(*)
Não devemos, entretanto, tomar decisão precipitada quando houve desavença no casamento. É necessário que busquemos resolver todas as diferenças, a fim de tornar a convivência harmoniosa. Se simplesmente considerar-se que a união foi um erro, talvez estejamos incorrendo num erro ainda maior em efetivando-se a separação.
Pergunta – Se uma pessoa é ameaçada de morte pelo cônjuge de saber de atos ilícitos, deve ela se divorciar? E, caso não se divorcie, na Espiritualidade, será considerada suicida?
Resposta – Quem sofre a violência de alguém não é considerado um suicida, porque não atenta deliberadamente contra si mesmo.
Quando convivemos com alguém violento e doente das emoções, devemos ter cuidado com nossas palavras e atitudes, que podem desencadear processos graves de perturbação e até mesmo crimes.
Seria importante que ambos (ou somente ao lado do ameaçado) buscassem ajuda psicológica e espiritual, para uma conversa franca, que resultasse em consenso das necessidades e opções de cada um.
Com certeza, as forças do Bem operam em favor de uma solução de paz
Pergunta – Sabemos que o casamento é uma provação, um contrato realizado no Plano Espiritual. E quanto ao namoro?
Resposta – Namoro é tempo de conhecer nosso próprio coração, testar nossas emoções e anseios em contato com outra alma, que pode ou não ser aquela com quem caminharemos mais tempo.
Namoro implica em confiança, afeto, alegre companheirismo e responsabilidade com o sentimento alheio.
Leia em “Vida e Sexo”, de Emmanuel, a bela página “Namoro” e entenderá melhor esse estágio de aprendizado dos sentimentos.
Pergunta – Já foi dito que não existe o casal perfeito por ser desperdício de encarnação. No entanto, na fase de namoro, tem-se a impressão que o outro é a pessoa perfeita. Por que não conseguimos manter na vida de casado a harmonia existente no namoro?
Resposta – Enquanto o namoro constitui-se numa fase de “êxtase” de uma relação afetiva, o casamento consagra um processo de conhecimento e respeito recíproco das individualidades culminando com a construção de “nós”.
As responsabilidades do dia-a-dia do casal muitas vezes trazem distúrbios à relação; mas aqueles que vigiam na prática evangélica do lar, encontram sempre o corretivo certo para suas desavenças.
Com Jesus no lar, sempre existirá harmonia.
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(*) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – 51ª Edição, FEB, Rio de Janeiro, Capítulo XXII, item 5, página 315.
Extraído do livro “Plantão de Respostas” Pinga-Fogo II, de Francisco Cândido Xavier.
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