27 DE MARÇO DE 2001

53 ANOS NA DIVULGAÇÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA:

O MÉDIUM E A MEDIUNIDADE DE
DIVALDO PEREIRA FRANCO


          Quando lançamos nosso livro “Divaldo, mais do que uma voz, um hino de amor à vida!”, tentamos “fazer justiça” ao seu trabalho mediúnico.
          Quem pôde acompanhar a vertiginosa e profícua trajetória deste valoroso soldado do Grande Rei, com total isenção de ânimo, sabe avaliar o resultado positivo de sua produção.
          Exalta-se e reconhece-se publicamente, com quase unanimidade, seu dom de oratória, seu carisma, que arrastam multidões às suas palestras. É um fenômeno que desafia os auditórios. Entretanto, sua produção mediúnica, inegavelmente, vem trazendo substancial contribuição ao estudo e aprofundamento na Doutrina Espírita.
          As obras de Manoel Philomeno de Miranda são portadoras de um conteúdo doutrinário incontestável, explorando ângulos que ampliam a visão do leitor, no delicado terreno da desobsessão e seus componentes. Hoje, no Brasil, centenas de Centros Espíritas adotam essas obras em seus estudos e cursos de médiuns. Sem rivalizar com as extraordinárias obras de André Luiz e de Yvonne A. Pereira, elas enriquecem o acervo cultural doutrinário nessa área tão extensa.
          A obra de Joanna de Ângelis alcança, na atualidade, um índice de aceitação fantástico. A monumental coleção da psicologia transpessoal despertou a atenção de psicólogos espíritas, que passaram a estudá-la.
          Em nossas viagens, no Brasil e no Exterior, temos constatado essa aceitação. A coleção da psicologia transpessoal de Joanna de Ângelis, abriu horizontes novos à psicologia com alma, contribuindo para a compreensão dos enigmas que envolvem os dramas existenciais intricados, como traumas, neuroses, não suficientemente explicáveis pela psicologia materialista da psicanálise. É uma grande abertura para a Era do Espírito em que estamos entrando. Vejamos agora o que escreveu no jornal A Flama Espírita, abril de 1997, o consagrado orador e médium Dr. Carlos A. Baccelli.


Tributo a Divaldo P. Franco


          Divaldo está completando cinqüenta anos de profícuas atividades na Doutrina, no campo da oratória e do serviço mediúnico, em que se tem revelado um dos mais fiéis seareiros do Evangelho. O seu trabalho de divulgação no Brasil e no Exterior é, sem dúvida, dos mais notáveis, posto que, de fato, principalmente nos países de fala estrangeira, ninguém tem feito quanto ele pela difusão de nossos princípios.
          Combatido, desde o início de seu apostolado, qual acontece com aqueles que despontam, ocupando o lugar que lhes é devido por méritos indiscutíveis, jamais recuou, mesmo quando as estocadas lhe eram desferidas por companheiros de ideal, momentaneamente incapazes de identificar-lhe o valor.
          Durante algum tempo, como se fosse um réprobo dentro do próprio Movimento, sofreu discriminações e foi vítima de injustiças que, felizmente, lhe serviram de incentivo, à perseverança e de inspiração para a luta, da qual nunca desertou.
          Ao lado de Chico Xavier, Divaldo se constituiu num dos maiores expositores de nossa fé, cabendo-lhe, por justiça, a condição de co-liderança que naturalmente exerce e que, a nosso ver, deveria congregar mais os confrades empenhados na tarefa de espiritualização de si mesmos e da humanidade. E quem, dentre todos os expoentes da Doutrina Espírita senão Divaldo e Chico Xavier, consegue arrastar multidões?!
          Acreditamos, sinceramente, que seja chegado o momento de a família espírita conceder a Divaldo o que é de Divaldo, reconhecendo no seu trabalho de meio século de dedicação e sacrifício o esforço de um companheiro que, junto a nós outros, se tem desdobrado para que os interesses divinos prosperem na Terra.
          Hoje a “Mansão do Caminho”, em Salvador (BA), idealizada há mais de 40 anos por ele, é considerada uma instituição-modelo no Brasil, oportunizando aos meninos de rua e aos adolescentes a formação ética e profissional que tem inspirado dezenas de outras instituições que, na trilha de seus exemplos, se voltam para a questão inadiável da educação nas bênçãos do Mestre Nazareno, o Educador por excelência.
          Divaldo é nosso, patrimônio da Doutrina, capaz de representá-la com dignidade em qualquer parte, voz que nunca se calou na defesa de nossos postulados, presença que sempre se impôs na exaltação da imortalidade, inteligência vigorosa na fidelidade à Codificação e alma extremamente sensível aos desígnios do Alto.
          Queridíssimo na Bahia, onde nasceu em 5 de maio de 1927, é ele exceção ao provérbio de que ninguém é profeta em sua terra, portanto, em Salvador, todas as portas se lhe descerram e, ao simples pronunciar de seu nome, todos são unânimes em referendá-lo em sua obra de amor aos que sofrem.
          Por onde passa, à semelhança de um astro de brilho próprio e duradouro, vai ele deixando marcas de luz por indicativos do caminho a ser percorrido, iluminando centenas e centenas de irmãos e irmãs que, em seus passos, prosseguem com determinação e coragem realizando o melhor.
          Divaldo não carece destas nossas despretensiosas palavras, em homenagem ao seu Jubileu de Ouro na Doutrina Espírita, todavia é nossa a necessidade de vir a público, manifestando-lhe o respeito e o carinho que, em última análise, devemos àqueles que fazem mais e melhor dos que outra coisa não sabem fazer além de, indiscriminadamente, atirar pedras e denegrir, considerando-se os donos exclusivos da Verdade, na suposta infalibilidade do juízo que formam a respeito dos semelhantes.
          Que Divaldo Pereira Franco prossiga em sua trajetória e que os Bons Espíritos que o assistem continuem a inspirá-lo para que os seus lábios e suas mãos, a serviço do Amor e da Verdade, sejam, na Terra, os intérpretes fiéis da Excelsa Sinfonia da Imortalidade, neste abençoado e sublime Concerto de Luz em que sua vida se transformou!...”

          Continuo este artigo no que tange a respeito ao orador e médium espírita Divaldo Pereira Franco, donde peço a permissão para transcrever um artigo do meu mais recente livro “Divaldo, mais do que uma voz, um hino de amor à vida!”


Na TV e no Exterior


          No Exterior, Divaldo tem realizado um trabalho de profundidade na divulgação da Doutrina Espírita. Já recebeu mensagens psicográficas em inglês, em italiano, em espanhol e, recentemente, em alemão. (Ver livro Antes os Tempos Novos, de Suely C. Schubert, Edição LEAL).
          As mensagens foram psicografadas diante de várias testemunhas que firmaram a página original. Em inglês, as mensagens foram escritas de trás para diante (especulares). A primeira ocorreu em Uberaba (MG), na noite de 11 de novembro de 1980, diante das Câmeras da TV Uberaba, no excelente programa jornalístico Bigorna, onde ilustres convidados foram entrevistados por personalidades destacadas da cidade, jornalistas, autoridades diversas. Na ocasião, estava presente um sacerdote católico entre os entrevistadores. O Dr. Carlos A. Baccelli, cirurgião-dentista, escritor, conferencista e médium, muito ligado a Chico Xavier, assim manifestou-se através de um jornal local:
           “Dia 10 passado, estivemos participando com nosso mais novo e ilustre conterrâneo, Divaldo Pereira Franco, do excelente programa jornalístico Bigorna, levado ao ar pela TV Uberaba.
          Divaldo, uma vez mais, deixou evidenciada a sua cultura, ao par dos dotes mediúnicos, respondendo, com lucidez impressionante, por cerca de duas horas e meia, a questões várias que lhe foram formuladas, quer pela produção do programa, através, inclusive, de reportagens externas, quer pela banca dos entrevistadores como também por dezenas de telefonemas.
          Sem qualquer fanatismo de nossa parte, cremos que o programa jamais conseguiu nível tão elevado em audiência, não só em Uberaba como também na Região.
          Legítimo representante da Doutrina Espírita, Divaldo deixou bem claro, aos que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a posição espírita ante os múltiplos problemas de ordem social, moral e espiritual, que vergastam as nossas almas no mundo atual.
          Apoiando-se no próprio Evangelho, Divaldo disse o porquê de nós, os espíritas, não aceitarmos Jesus como sendo Deus. Porém exaltou a figura ímpar do Mestre, mostrando o que Ele constitui para o Espiritismo.
          Outro assunto muito bem abordado foi a problemática da invocação dos mortos, segundo alguns, proibida por Moisés, no livro Deuteronômio. Com uma lógica irretorqüível, o inspirado tribuno da Bahia esclareceu que, se Moisés proibira o intercâmbio com os Espíritos, é porque tal acontecia e se abusava. Dentro das colocações feitas, aparteamos, dizendo que, em verdade, toda prece é uma invocação. Os evangélicos invocam a Graça Divina; os católicos invocam o Espírito Santo; nós, os espíritas, invocamos os Espíritos do Senhor...
          A reencarnação mereceu enfoque todo especial, com Divaldo citando a tese reencarnacionista como nos primeiros tempos do Cristianismo, principalmente pelos chamados Pais da Igreja; fez ainda excelente conotação científica, citando experiências dos Dr. Hernani Guimarães Andrade, do Brasil; Dr. Banerjee, da Universidade de Jaipur, na Índia; e, principalmente, do Dr. Ian Stevenson, autor do best-seller 20 Casos Sugestivos de Reencarnação!, da América do Norte.
          O final do programa foi apoteótico!
          Divaldo é convidado para uma demonstração de psicografia; coloca-se à disposição da Espiritualidade e, em prece, aguarda confiante. Para nossa surpresa, a mensageira espiritual Joanna de Ângelis (a mártir Joanna Angélica de Jesus) manifesta-se, formulando-nos impressionante mensagem em inglês, redigida em sentido inverso, ou seja, da direita para a esquerda!

           “Dear brothers (“Queridos irmãos”), a mensagem de Joanna de Ângelis sintetizou em breves palavras tudo que havíamos debatido durante o programa.”