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A MÚSICA E A EDUCAÇÃO
por Andréa Maria de Carvalho Rodrigues
Dentre
as inúmeras manifestações artísticas (música, pintura, escultura,
cênicas, etc), destacaremos neste artigo: a música.
Música
é uma das formas de expressão da alma.
O ser
pensante, a alma, o espírito, seja lá como quisermos denominar a centelha
divina imortal que coordena as ações e realizações do corpo físico,
pode extravasar sua carga de conhecimentos e sentimentos através da
vibração musical.
Por meio
de sons, que se harmonizam e afinizam melodicamente, podemos vislumbrar
as mais diversas formas de características (estilos) musicais.
Musica
para ninar, para embalar, envolver, conduzir, despertar, sonhar, meditar
e refletir, dançar, sentir, música para excitar, para estimular, para
relaxar, música para... educar. Música para educar?!
Isto mesmo,
música que leve à consciência mensagens que exijam reflexão, raciocínio,
questionamento, discernimento e bom senso. A música educativa é um
estilo musical que se caracteriza por penetrar no âmago do ser pensante,
vai “fundo” na alma, no caráter, interfere nas disposições
do sentimento da criatura, abala a emoção e chama ao uso da razão.
Assim
como existem livros que servem a diversas finalidades, revistas que
se revestem dos mais diferentes estilos, propagandas nas mais diversas
áreas : educativa, literária, informativa..., danças ou formas de
expressão corporal que vão do clássico ao pornográfico, assim também
existem músicas, e... músicas, cada qual representando um nível de
consciência, de sentimento, de convicção, de estagio evolutivo.
A música
pode ser inferior, se se caracterizar pela expressão animalizada,
selvagem, baixa, vil, torpe, descortês, infame, despudorada, ultrajante,
infeliz, degradante, desvalorizando a moral e os bons costumes, a
ética, o amor, o respeito, a dignidade, o desrespeito às leis naturais
da vida, que são leis de Deus. Sendo assim, se uma expressão musical
tende a estimular a selvageria, a violência, a maldade, a alienação,
a libertinagem, a pornografia, a obscenidade a degradação mental e
física através de práticas como por exemplo: o sexo sem amor, logo
se pode concluir que este tipo de expressão musical é realmente infeliz,
inferior.
Esse tipo
de música serve de condutor à desagregação familiar, à desestruturação
das criaturas à deseducação do ser humano, influindo sobremaneira
no equilíbrio emocional e por via de conseqüência na saúde mental
e física. Imaginemos um quadro de simples visualização: na tela da
televisão um conjunto musical está executando uma “música”
e nós tiramos o volume do aparelho e só iremos prestar atenção na
cena que se desenvolve aos nossos olhos, a dança, os gestos, as massagens
pelo corpo, os requebros, a simulação de um ato sexual, jovens bonitas
e de corpo estrutural, semi-nuas, jovens bonitos em igual situação,
demonstrando um frenesi, um envolvimento quase levado à loucura. Mas,
não nos esqueçamos, estamos somente “vendo” a cena. Bem,
agora iremos tomar outro exemplo: aumentaremos o volume do aparelho
televisor e fecharemos os olhos. O que ouviremos? A melodia, o ritmo
contagiante e envolvente, estimulante e excitante, mas, até aí tudo
bem, só que... Não é só! Não, há ainda a letra da “música”,
que é bem definida e compreendida, as palavras sozinhas ou juntas
umas às outras formando frases, que, se não estivessem acompanhadas
de ritmo, de sons melódicos, seriam impronunciáveis. Atrevo-me a perguntar
se alguém teria coragem de repetir certas letras de músicas de público
ou na frente de crianças ou mesmo numa conversa informal em família
?
É obvio
que não estamos afirmando que todas as músicas de ritmo “quente”
possuem letras perniciosas e que induzem à obscenidade, claro que
não, porque afinal, são muitas as canções de ritmo agitado e de letras
com mensagens elevadas, realmente agradáveis de serem ouvidas ou executadas.
Existem outras até, que trazem mensagens engraçadas, descontraídas,
alegres e que nada têm de reprovável; pelo contrario, são aprováveis.
O que se questiona neste artigo é o conteúdo analítico de uma canção,
além do que o intuito não é o da critica inútil, mas o do questionamento,
da reflexão em torno do assunto.
Possamos
todos nos utilizar do recurso musical de maneira a causar momentos
de entretenimento e prazer, alegria, descontração, diversão e lazer
e acima de tudo, se possível for, aproveitar o ensejo para esclarecer,
instruir e educar. A música é um instrumento valioso, que usado com
sabedoria e discernimento ampliará o bom senso nas criaturas. Todos
apreciam a música, nos mais diversos estilos, mas, unidos no ideal
de aperfeiçoar os dons da alma, chegaremos a um denominador comum
em termos musicais: o de conduzir a sensações elevadas, nobres, belas,
puras e saudáveis.
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