biografia
       

        Maria Julieta da Conceição Marques, nascida a 21 de Abril de 1938 na Chamusca – Ribatejo. Aos 11 anos de idade entrou para o colégio Paula Frassineti, em Moçâmedes, Angola. Ao entrar na capela do colégio sentiu estranha sensação no seu íntimo, como se tivesse visto a luz pela 1ª vez. Todo o ambiente religioso do colégio desperta-lhe um estranho chamamento à vida religiosa, que se acentua ainda mais ao ler a vida de Francisco de Assis. Decidiu, no seu íntimo, ser franciscana missionária. Aos 15 anos de idade, a sua mãe desencarnou abruptamente, ficando com a responsabilidade de dois irmãos mais novos. Aos 15 anos de idade, foi atirada para o casamento imposto pela família, e aí vive as mais duras provações e são essas provações que lhe fazem tentar o suicídio por 3 vezes. Na última tentativa falhada interroga-se: “Se a morte não me quer o que é que a vida quer de mim?” É aí que chegou à Associação Espírita de Lagos no ano de 1962. Também aí sente o mesmo fenômeno, como se visse a luz, ou como se tivesse nascido naquele momento. A partir daí, é um crescendo de motivação para viver, amando e servindo sem cessar. Conheceu Divaldo Franco em 1967. Assistiu à 1ª Assembléia Geral da extinta FEP, presidida pelo Tenente Isidoro Duarte Santos. Em 1976 é eleita presidente da Associação Espírita de Lagos, que preside até hoje (1998). Por ali passaram o Dr. Francisco Thiessen, Newton Boechat, Henrique de Magalhães, Dr.ª M. Júlia Prieto Peres, Dr. Ricardo di Bernardi, Cecília Rocha, Dr. João Rabelo, Carlos Campetti, prof. Heloísa Pires, prof. José Raul Teixeira, Juan Durante, Ariston Santana Teles, Durval Ciamponi, Susana Mouzinho, Divaldinho Matos, bem como Jorge Gomes, Adosinda Caetano, Terroso Martins e os dois últimos presidentes da FEP, Manuel Rosa e João Xavier de Almeida. Em 1977 a associação é legalizada. A pedido da então presidente da FEP, Maria Raquel, fez a 1ª convocatória aos espíritas do Algarve. A resposta excede todas as expectativas. Desse primeiro grande e generoso encontro nasce a União Espírita do Algarve na qual participou na realização dos estatutos, registo na conservatória e como presidente em vários mandatos. Em 1981 assistiu ao I Congresso Espírita Espanhol, em Madrid, em 1982 ao VI Congresso de escritores e jornalistas espíritas, em Salvador. Nessa viagem conheceu Deolindo Amorim, Dr. Jorge Andrêa dos Santos, Jerónimo Mendonça, Chico Xavier. Assistiu a reuniões de materializações de espíritos. Outros congressos se seguem em 1991 em São Paulo, em Madrid, em 1993 em Miami e o II Congresso Nacional de Espiritismo em Lisboa. Assistiu e apoiou o nascer dos Encontros Nacionais de Jovens Espíritas, tendo-se realizado por 3 vezes em Lagos. Participou nas 1ªs Jornadas Nacionais de Cultura Espírita, em Lisboa, e participou na organização das II Jornadas Nacionais de Cultura Espírita, em Lagos. O 1º programa espírita na rádio foi integralmente criado e realizado por ela, durante 4 anos. Participou na criação do Jornal Espírita do qual é correspondente e presidente da mesa da Assembléia Geral. Escreveu um livro para crianças baseado num fato real “A gaivota e a Sara”. Promoveu exposições de arte fora e dentro da Associação Espírita de Lagos. Promoveu o programa “Em defesa da vida”, fora da associação. Participará no 2º Congresso Espírita Mundial com 2 trabalhos e na comissão de avaliação dos trabalhos para o referido congresso.
        E agora novamente dirigindo-se ao público infanto juvenil, escreveu o livro “Uma História Di Amor”, narrando a vida exemplar do orador e médium Divaldo P. Franco; livro este, lançado pela Editora Didier, de Votuporanga (SP).